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Todo mundo odeia o Dias

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Os últimos 6 anos da política brasileira criaram uma crença que o povo brasileiro jamais será um só novamente. Uma crença que diz que viveremos uma eterna discordância generalizada entre nós. Seremos sempre vítimas da bipolarização, e o tecido social continuará se esticando até ceder, levando um lado à derrota e outro ao poder. Porém, um homem surgiu para provar o contrário.

Existe, nesse país, um homem dedicado à união dos brasileiros. Um homem que não parece parar – independente de quantas pessoas ele incomode, investigue ou prenda – de querer ajudar a nossa nação. Um homem que carrega em seus ombros: a mais bela, cheirosa e presidencial toga do país, a credibilidade do Supremos Tribunal Federal, sua dívida com o Partido dos Trabalhadores, a abertura de um inquérito ilegal, e o mérito de ter unificado o povo brasileiro por meio de uma das emoções mais simples, mais contagiantes e mais verdadeiras: o ódio.

Se você não adivinhou até agora quem é esse unificador da pátria eu te falo. É o presidente do STF Dias Toffoli. Já começou a sentir raiva só de ler o nome dele e não sabe o porquê né? Esse efeito é recorrente com qualquer um que testemunha alguma das suas autocráticas decisões.
Uma delas, a abertura de um inquérito “coração de mãe” (cabe todo mundo), que não possui objeto definido; não apresenta claramente o fato a ser investigado; cuja indicação de ministro responsável viola as regras do próprio Tribunal; e que é inconstitucional por violar o sistema acusatório estabelecido na constituição de 88; que resultou na censura de uma reportagem da revista Crusoé cujo tema era uma investigação contra ele mesmo.

Ou outra, quando interrompe e determina a suspenção de processos judiciais, inquéritos e procedimentos de investigação criminal que tenham sido compartilhados dados obtidos pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e qualquer outro órgão administrativo de fiscalização e controle sem autorização judicial prévia Tal ação dificulta o progresso de investigações que envolvem coisas como lavagem de dinheiro ou qualquer outro tipo de movimentação financeira suspeita que venha a ocorrer ou que já tenha ocorrido.

Com isso em mente, pense em porque Bolsonaro não se opôs à essa medida. Será que é porque um de seus filhos está com problemas dentro desses órgãos? Não sei. Mas para o eleitor atento, é, no mínimo, estranho que Bolsonaro não esteja combatendo tão veementemente atitudes como essa (ou projetos como o do Abuso de Autoridade) após o discurso anticorrupção e pro lava-jato que ele fez tanta questão de demonstrar na campanha.
Dias Toffoli está no centro das atenções. Ninguém o quer como aliado e todos o querem no time de seu adversário. Mesmo tendo denunciado um projeto de golpe, cuja veracidade ainda precisa ser comprovada, e se colocando como o salvador do Estado Democrático de Direito e do presidente Bolsonaro, o povo brasileiro já entendeu que ele é um dos maiores empecilhos no combate à corrupção no país. Aquele que devia ser o maior defensor da nossa constituição, hoje a usa para beneficiar a si próprio e aqueles que ele quer (ou precisa sabe-se lá porque) manter ao seu lado.

O atual presidente do STF, assim como inúmeros servidores públicos com títulos pomposos de ambos os lados, esquecem que quando eles ocupam o cargo eles não são o cargo. Dias Toffoli não é o Supremo, assim como o Supremo não é o Dias Toffoli. Se o ministro não quiser que seus processos de impeachment vigorem, ou quiser continuar podendo comer suas lagostas em paz sem ser abordado por um cidadão inconformado, precisa entender que a população hoje se interessa mais na escalação dos ministros do STF ou do PGR que na da seleção de futebol. E que a toga em suas costas não expressa mais poder, e sim que simboliza um alvo

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