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Sete governadores não assinaram a carta em apoio à Maia e Alcolumbre

A carta se coloca contra as declarações de Bolsonaro sobre Maia e Alcolumbre
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A Carta Aberta à Sociedade Brasileira em Defesa da Democracia” que saiu em apoio a Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, foi assinada por 20 dos 27 governadores.

Quem não assinou a carta foram os seguintes governadores: Ratinho Júnior (Paraná-PSD), Romeu Zema (Minas Gerais-Novo), Wilson Lima (Amazonas-PSC), Antonio Denarium (Roraima-PSL), Marcos Rocha (Rondônia-PSL), Gladson Camelli (Acre-PP) e Ibaneis Rocha (DF-MDB).

Confira a carta na íntegra:

O Fórum Nacional de Governadores manifesta apoio ao Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e ao Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diante das declarações do Presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a postura dos dois líderes do Parlamento brasileiro, afrontando princípios democráticos que fundamentam nossa nação.

Nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises, temos testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara têm se conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios brasileiros. Ambos demonstram estar cientes de que é nessas instâncias que se dá a mais dura luta contra nosso inimigo comum, o coronavírus, e onde, portanto, precisam ser concentrados os maiores esforços de socorro federativo.

Nossa ação nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios tem sido pautada pelos indicativos da ciência, por orientações de profissionais da saúde e pela experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da pandemia, buscando, neste caso, evitar escolhas malsucedidas e seguir as exitosas.

Não julgamos haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional, ainda que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos.

Consideramos fundamental superar nossas eventuais diferenças através do esforço do diálogo democrático e desprovido de vaidades.

A saúde e a vida do povo brasileiro devem estar muito acima de interesses políticos, em especial nesse momento de crise.

Brasília, 18 de abril de 2020.

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