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Os intelectuais e o poder

Uma breve análise
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Os intelectuais e artistas tem um papel determinante na construção cultural de um povo, mesmo que você não tenha um apreço para com artista A ou B, ele ou ela tem uma influência sobre alguns setores da sociedade. Mas até quando poderemos confiar em seus discursos?

Em sua obra, “Reflexões sobre a Revolução na França”, Edmund Burke explica como influenciadores ajudaram a conspiraram contra o Rei da Prússia, Frederico II (Frederico, o Grande), morto anos antes da revolução, em troca de favores e ajudas monetárias .

“Os escritores, especialmente quando agem em conjunto e na mesma direção, têm grande influência sobre a opinião pública; a aliança, portanto, desses escritores com o interesse monetário teve um efeito nada pequeno na remoção do ódio e inveja populares dedicadores a essa especie de riqueza. Estes escritores, como propagadores de todas as novidades, simularam um grande zelo pelos pobres e pelas classes mais baixas, enquanto tornavam odiosas suas sátiras, mediante todo tipo de exagero, todas as falhas das cortes da nobreza e do sacerdócio. Eles se tornaram uma especie de demagogos. Eles serviram como um elo para unir, em função de um objetivo, a riqueza detestável e a pobreza inquieta e desesperada.”

Notou alguma semelhança entre as situações citadas e o Brasil em períodos eleitorais? Artistas que são tido como intelectuais surgem apenas neste período, buscando apenas interesses individuais vestindo “mascara” que não servem neles. São poucos que não recebem incentivos governamentais e mantém uma opinião independente entorno de partidos e candidatos.

A classe artística deveria, antes de mais nada, conhecer como funciona a política, como vive cada camada da sociedade, quais são seus anseios e trabalhar dentro disso construindo propostas, depois de todo este complexo entendimento sairia de sua “bolha social” e debater o que é bom ou ruim para o funcionamento de um país.

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