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Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos lança nota de repúdio contra Carta Capital

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres foi a público repudiar a matéria “Mulheres que envergonham as mulheres” da Revista Carta Capital.

A matéria ataca várias mulheres e inclusive zomba do episódio em que a ministra Damares Alves foi abusada sexualmente.

 

A nota afirma que ”a publicação demonstra desrespeito às mulheres e promove discurso de ódio, com uso de expressões depreciativas e até mesmo com apelo sexual, ultrapassando o limite do bom senso e da liberdade de imprensa.”

Confira a nota completa:

A Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres vem a público repudiar o conteúdo da reportagem da Carta Capital sob o título “Mulheres que envergonham as mulheres”, publicada no dia 20 de novembro de 2019. A publicação demonstra desrespeito às mulheres e promove discurso de ódio, com uso de expressões depreciativas e até mesmo com apelo sexual, ultrapassando o limite do bom senso e da liberdade de imprensa.

Aos veículos de comunicação cabem a nobre missão de informar a sociedade e não de enxovalhar  a imagem e a honra alheia. Ao desacreditar publicamente 14 mulheres que ocupam posições de destaque e  influência no Brasil, a revista promove uma agressão as mulheres no que se refere a luta histórica por espaço de poder, reconhecimento e igualdade de oportunidades. 

Ao criticar uma mulher pública pela sua aparência, com trechos: “55 anos com corpinho de 65” “passou a trajar de modo espantoso”, o veículo lamentavelmente ressalta valores que deslegitimam as mulheres nos espaços públicos e reforça estereótipos que as afastam de posições de poder.  O texto ainda desqualifica posições adotadas pelas mulheres, reduzindo suas declarações públicas a uma suposta necessidade sexual.

Trata-se de uma violência política que atinge a todas as mulheres e deve ser rechaçada.

Diante de uma publicação discriminatória e antidemocrática, conclama-se que as autoridades competentes apurem os fatos e adotem as medidas judiciais cabíveis.

 

Cristiane Britto
Secretária Nacional de Políticas para as Mulheres

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