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Mais árdua luta: O campo cultural

A guerra cultural não é abraçada por todos com o mesmo empenho no atual governo
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Ocupemos todos os espaços. Entronizemos a mentalidade revolucionária e detratora de uma forma tão sutil que a massa não perceba. Da mídia à religião, da economia e cultura às versões narrativas históricas e teorias acadêmicas. Vamos tudo relativizar e à sociedade dividir.

Com mais ou menos tendo essas ideias centrais como cerne, tanto Gramsci quanto a Escola de Frankfurt conseguiram  dissimular e travestir a teoria ateia marxista e materialista de uma forma palatável para gerações de idiotas úteis ou ignorantes funcionais.

Com o fim de iniciar a busca em combater toda essa construção hegemônica, e de retomar os valores e identidades nacionais ocidentais enraizadas na religião judaico-cristã, no direito romano e na filosofia grega é que ressurgem os movimentos conservadores nos Estados Unidos, Polônia, Hungria e em uma das maiores democracias, e maior país cristão do mundo, o Brasil.

Não é exagero considerar que os pilares de educação e cultura são e serão os terrenos mais difíceis de serem reintegrados a curto, médio ou longo prazo. O prejuízo trazido, por exemplo à juventude brasileira educada “a la Paulo Freire”, advinda de outra geração fruto de revoluções sexuais da década de 60, exigirá paciência e esforços hercúleos daqueles que abraçarem a missão de iluminar não só suas vidas, mas também a de seus concidadãos.

O atual governo do Brasil, com um presidente que pela primeira vez conseguiu formar um ministério forte e técnico, voltado para atender anseios e demandas realmente populares vem encontrando dificuldade em ser mais aguerrido contra a hegemonia progressista exatamente no árduo campo cultural.

Isso porque, nessa guerra, entre os interesses dos que sempre dominaram (o estamento clássico: classe e elite política, jornalística, empresarial enroscada com o Estado e acadêmicos) versus a maioria de uma população que insurge contra os mesmos via voto e redes sociais, é preciso estar vigilante e unido em prol do objetivo comum.

Há fortíssimos rumores, pelos corredores do Legislativo inclusive, como confirmou o jornalista conservador Allan dos Santos, em seu programa no canal Terça Livre de 11 de setembro, de que o Ministro da Cidadania Osmar Terra tem deixado a desejar no campo da “despetização” da Secretaria Especial da Cultura e, assim, trazido incômodos ou atritos com o Presidente Bolsonaro. A pasta, que recebeu recentemente nova indicação para chefia, o economista José Paulo Martins, com o objetivo de moralizar a distribuição dos fomentos culturais, ainda apoia e patrocina iniciativas panfletárias tais como a peça de teatro “Guerrilheiras! Ou para a terra não há desaparecidos” sobre a Guerrilha do Araguaia, certamente numa versão que os professores de história progressistas aplaudiriam de pé.

Arregacemos mais ainda as mangas, há muito a ser feito.

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