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“Joice Hasselmann é acusada de produzir fake news”, diz CNN

Emissora apresentou uma reportagem com áudios e prints de conversas; Deputada nega
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No início da tarde desta sexta-feira, (5), Joice Hasselmann, PSL-SP, foi citada como “produtora de fake news” em uma reportagem da CNN Brasil. O conteúdo apresentou áudios e prints de conversas da deputada ordenando que funcionários criassem perfis falsos com a intenção de atacar a base governista, entre os parlamentares estão Bia Kicis, PSL-DF, e Carla Zambelli, PSL-SP.

A gente precisa criar uma hashtag Beatriz a sórdida. É, eu vou pra o ataque com essa vagabunda“, diz áudio atribuído a Hasselmann.

Faz um videozinho bem curtinho e bota a cara da Carla [Zambelli]. Faz um sarcasmo.. ‘Viu? Lula e Bolsonaro são a mesma coisa. Até o PT ajudando contra Moro’. Vai nessa linha..“, conclui.

Um dos funcionários citados pela CNN Brasil afirmou que “os serviços prestados eram sempre montagem de vídeos, criação de narrativas” independente da notícia ser checada, classificada como verdadeira ou falsa. De acordo com ele, as narrativas eram criadas assim.

Eu trabalhei mais de um ano com ela, né? Fiz bastante coisas“, diz ele.

Repórter então questiona se a deputada realizada pedidos para criação de perfis falsos, ele responde:

Sim, com frequência. E ainda cobrava que a gente enviasse para ela para provar que estava sendo feito“, comentou.

Repórter indaga, quantos perfis?

Teve uma época que ela pediu para a equipe toda fazer pelo menos cinco perfis em cada rede social“, afirmou um dos funcionários ouvido pela emissora.

E quem paga tudo isso?

Todos os funcionários de Brasília são pagos com verbas de gabinete dela. Então, a Câmara paga por esses perfis falsos

Tem gente lá que recebe via nota fiscal“, continuou.

E tem pessoas que recebem pelo próprio gabinete, e tinham pessoas que recebiam pela liderança do governo“.

Todo material que foi usado na CPMI da Fake News, foi criado lá equipe dela“, concluiu ele.

CPFs falsos para criação de contas falsas

Em um áudio, uma suposta assessora da parlamentar parece conversar com outro integrante do gabinete que repassa as “instruções” para criação de perfis fakes.

Acabou de me mandar mensagem questionando sobre isso e sobre a questão do Twitter. Acho que a gente tem que comprar o chip mesmo e ver o que a gente faz“, diz ela.

Em seguida, é divulgado outro áudio revelando a obtenção de CPFs falsos para cadastrar os chips e criar novas contas falsas.

É um site que gera CPF que não são reais e que dá para usar. Porque o CPF tem uma lógica, né? O número. Não dá simplesmente para gente colocar 1, 2, 3, 4, 5, 6.. E aí esse site gera CPF válido. A gente pode cadastrar os chips com esse CPFs, se não f..“, completou.

Ela recomendava a criação dos perfis falsos. Mas ela não falava como criar. Ela falava para criar. E queria resultados. Se não tivesse resultado, ela mandaria embora toda equipe de Brasília“.

Os ataques eram direcionados aos familiares do presidente Bolsonaro e parlamentares da base aliada do governo. De acordo com o assessor, eles foram iniciados após rompimento de Joice com Bolsonaro.

Ataques as pessoas que se opuseram a ela, depois que ela virou as costas ao presidente da república” contou ele, seose referindo a Bia Kicis, Carla Zambelli, Eduardo e Flávio Bolsonaro.

Joice publicou uma nota em seu Twitter após a exibição da matéria na TV. Segue a resposta da parlamentar:

Acabo de assistir a denúncia patética e mentirosa da @CNNBrasil (a mando do governo) que usou montagens para simular conversas com “assessores” meus. Na super denúncia aparecem dois “assessores” mascarados, no escuro falando uma sequência de mentiras ensaiadas. Siga o fio

“O assunto é o requentado, os diálogos FORJADOS. Segurei até agora às informações, mas chegou a hora de publicizar. Demiti dois assessores que estavam infiltrados no meu gabinete por governistas roubando dados, gente que tinha acesso aos meus telefones. Peguei com a boca na botija”

Os dois funcionários começaram a apresentar padrão de vida não condizente com o que ganhavam no meu gabinete e aquilo me chamou a atenção. Cheiro de corrupção. Cheguei a levar dados à época à PF e ao Ministério da Justiça para sobre minhas suspeitas.”

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