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IMPRENSA, PARE DE GERAR PÂNICO!

Em momentos assim, informações podem gerar desinformações
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Está sendo criado um clima de caos generalizado. Há algum tempo, antes do surgimento do Corona/COVID-19, buscava algumas informações e concluir minha orientação quanto ao texto, que não seria ligado ao vírus e sim como ele está afetando o mundo político.  Colocarei em pauta os temores, pânico, medo gerado pelo Corona, juntamente ao noticiário colaborando (e alguns torcendo pelo caos) em muitas vezes, para um cenário de descontrole.

Primeiro suspeito dentro da política brasileira, Fábio Wajngarten, Chefe da Secretaria Especial de Comunicação do governo, esteve com a comitiva brasileira na reunião oficial realizada na Flórida, Estados Unidos, onde contou com a participação de diversas autoridades do governo brasileiro e americanas, entre elas o presidente e vice dos EUA, Donald Trump e Mike Pence, ex-prefeito de Nova York, Francis Suárez. Do lado brasileiro, Jair Bolsonaro, embaixador Neston Forster, Ministro de Relações Exteriores,  Ernesto Araújo, deputado e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, Senador Nelsinho Trad, do PTB-MS. Inclusive, Trad afirmou que após a viagem “abraçou meio Congresso Nacional” antes de ser diagnosticado.

Todo cuidado em torno da população devido ao vírus, foi comentado durante às semanas que antecederam as manifestações do último domingo, (15). Alguns movimentos cederam, presidente Jair Bolsonaro pediu em rede nacional pelo adiamento por conta da aglomeração de pessoas num espaço, teoricamente, curto de um para o outro, Ministério da Saúde através de Henrique Mandetta desde o início, também vêm realizando um ótimo trabalho, mas houve uma desobediência a todos citados. Existe uma divergência entre Executivo e Legislativo, é notório. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, utiliza do cinismo, dessa divergência com o governo para conseguir aprovação também da oposição e manter aquela pressão, ameaçar a todo tempo, deixar flutuar um possível pedido de impeachment, gerar mais pânico ainda.

Maia foi eleito para legislar e não atuar como “Primeiro-ministro”, o cargo que exerce é para fiscalizar e criar leis, nenhum parlamentar é eleito para atuar em interesses próprios, privados. São eleitos para satisfazer os anseios da população. Davi Alcolumbre, presidente do Senado e Congresso, tem acompanhado Rodrigo Maia no trabalho de divisão. O Congresso Brasileiro é chantagista, eleição de Jair Bolsonaro expôs uma ferida, que na teoria, eles fingiam não acontecer, mas, na prática, acontece todo tipo de imundície com dinheiro público e a população sabe disso, se não a rejeição não era tamanha. Bolsonaro não entregou Ministérios em troca de apoio, como acontecia em governos anteriores.

Esse talvez seja um dos motivos desse “ódio” contra o Executivo. Ocorreu uma economia de R$ 44 bilhões a partir da administração do Executivo, de forma irresponsável, Câmara e Senado, em forma de retaliação buscou de algum jeito minar essa economia. Governo é Santo? NÃO! Em uma situação como atual, são recomendadas dezenas de contra indicações, não ter acesso à aglomeração, não aperte mão, não abrace, não leve a mão ao rosto e o Jair Bolsonaro contrariou Mandetta e seu próprio pronunciamento em rede nacional. Não deveria, não é recomendável. Mas virou combustível para os presidentes das duas casas (Câmara e Senado) utilizarem como argumento, mesmo gozando de uma popularidade beirando o chão.

E, ao mesmo tempo que criticou Bolsonaro, um pouco mais tarde ou logo depois, aconteceu a inauguração do canal de notícias CNN Brasil. ERAM CERCA DE 1,300 CONVIDADOS e com local fechado quando o recomendado eram de no máximo 50 pessoas. Entre os convidados, governador de São Paulo, João Dória, governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, presidentes da Câmara e Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Logo, removeram a pauta do Corona/COVID-19 e julgaram às manifestações como “ataque à democracia”. É complicado falar de coerência, quando estamos conversando de política brasileira, isso envolvem os Três Poderes.

Na imprensa tradicional, não preciso pontuar nada. Foi assim com H1N1, talvez nem o Ebola, que é/foi mais letal que o próprio Corona. O alarde prejudica mais que ajuda. Cria um clima de pânico, como algo semelhante ao armagedom. Diferente do que muitos editoriais afirmam, isso não jornalismo de qualidade ou responsabilidade, como dito, gerar um clima de caos é um péssimo exemplo de jornalismo. Quem ganha com isso? Alguns comerciantes que lesam seus consumidores, utilizando do caos criado pela mídia? Escassez de alimentos, remédios, ferramentas de “proteção” acabam por piorar o quadro e não acalmar. Para mais uma recomendação, a utilização de uso excessivo desses agentes protetores, vide álcool gel, pode acontecer de surtir o efeito contrário, ao invés de proteger, pelo uso demasiado, poderá facilitar o contágio do vírus.

No mais, na ausência do álcool gel, lavem as mãos com sabão tradicional, é recomendável também uso do álcool acima de 70%, não aperte mãos, não abrace ninguém, em caso de sintomas informe as pessoas que quem esteve em contato nos últimos dias e “entre” em quarentena. Não existe nenhum motivo para entrar em pânico, mais uma vez, repito isso. Única coisa que é pedido com atenção, junto às medidas de higiene, são os cuidados especiais com idosos na faixa de 50 anos acima.

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