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Gramsci, o teórico fascista – Roger Scruton

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Em sua obra, Tolos fraudes e militantes. Pensadores da Nova Esquerda, divulgada no Brasil através da Editora Record, Roger Scruton descreve como conceitos criados por Antonio Gramsci ajudaram na criação do Estado Fascista de Benito Mussolini. Scruton cita James Joll, historiador britânico, autor do livro As Ideias de Gramsci, quando afirma que Gramsci acreditava que o regime fascista não tinha classe de base e isso atrapalharia a chegada ao poder, pois o fascismo deveria ter uma base.

Essa base seria composta por maioria dos italianos e a proposta era torna-la “diferente” das “massas”, ser vista como uma “facção” de oposição e ao final da “luta” seria devidamente liquidada.

“Dessa maneira, aprendeu a lição dos fascistas, a lição doc corporativismo, que é a verdadeira origem de sua teoria da hegemonia. A sociedade o percebeu, é composta por milhares de pequenas instituições, associações e padrões de comunicação e resposta. Chegar a cada um deles e impor sobre eles a disciplina de ferro da liderança do partido: esse é o segredo da política.

Foi isso que levou os fascistas ao poder e formou pela primeira vez desde o nascimento do moderno Estado italiano, a unidade sobre um objetivo comum que deu forma e coerência a massa de seguidores e poder ao partido de vanguarda que governava.

Em resumo, a teoria de Cadernos do cárcere é a verdadeira teoria do fascismo: do poder que se antecipou a ambição de Gramsci ao se tornar real em outras mãos. Em um artigo inicial, ele descreveu o proletariado como formando uma unidade ideal, um fascio, antecipou em suas esperanças precisamente a forma de ordem social que, mais tarde, seria conseguida por seu rival.

A filosofia de práxis, semelhante ao dinamismo filosófico de Mussolini e com a filosofia de apologia a violência de Georges Sorel, retém seu charme para o intelectual precisamente porque promete tanto poder sobre as massas quanto uma mística identidade com elas. Mas essa é a promessa do fascismo e, se a esquerda precisa constantemente identificar o fascismo como seu inimigo, não precisamos mais procurar por explicação.”

SCRUTON, Roger. Tolos, fraudes e militantes: Pensadores da Nova Esquerda. 1ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2018.

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