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Globalismo é debatido no Ministério de Relações Exteriores

O seminário sobre globalismo protagonizou debates de alto nível sobre o tema
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Foto: Márcio de Carvalho

No último dia 10 de junho, em auditório do Palácio do Itamaraty, em Brasília, ocorreu o Seminário sobre Globalismo, com a presença do Chanceler Ernesto Araújo, do Filipe G. Martins, Assessor Especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, entre outros expositores. Pela primeira vez o tema foi debatido de forma ampla e aberta no Ministério das Relações Exteriores. E no mês passado houve apresentação da mesma temática, pelo Filipe Martins, no Instituto Rio Branco, centro de formação dos diplomatas.

Utilizando-se de referências de Nietsche, quanto á soberana vontade do povo, que foi oprimida e contraposta á presença de forte fisiologismo nas instituições do ocidente, o Ministro Ernesto frisou que entre as diversas Guerras e conflitos ao longo dos ´séculos XIX e XX´, o homem do Ocidente foi perdendo a referência divina outrora presente, considerando-a até mesmo dispensável, no final da Guerra Fria.

Entretanto, a crescente degradação de nossas sociedades no presente século, influenciadas por culturas hegemônicas e ateias inspiradas em Gramsci, e travestidas de liberdade quando são de de fato socialistas, tem feito renascer na última década a essência de moralidade Cristã, verdadeira defensora da liberdade, base das sociedades europeias e americanas por muitos séculos. O Ministro encerrou a fala de abertura, deixando o caminho para os próximos expositores aprofundarem o tema, reafirmando que “Deus retornou” ao frisar o fato histórico do Presidente Jair Bolsonaro haver mencionado Deus em seu discurso no Fórum Economico e Social de Davos, em janeiro.

Assim, a presente tentativa de recomposição de “amálgama liberal-conservador”, palavras do Min. Ernesto, sobretudo nos EUA e Brasil, é uma reação ao Globalismo. O termo, definido por Felipe Martins, como “A tentativa de instrumentalização, político e ideológica, da globalização com a finalidade de promover a transferência do eixo de poder das nações para um corpo difuso de burocratas não eleitos e anônimos, que respondem, não a comunidades nacionais mas a um restrito conjunto de agentes de influência (que inclui grandes corporações milionárias*) com acesso privilegiado a esses”, é encarado como um fenômeno político observável e real, e não uma teoria da conspiração, como costumam definir aqueles que desmerecem o arcabouço de evidências que demonstram não se tratar de especulação mas de observação da realidade. Logo, pode-se entender que as seguintes palestras que se seguiram trariam temas que são como bússolas sinalizadoras das evidências da existência do Globalismo.

Primeiro a Deputada Federal Christine Nogueira abordou a “Educação globalista e a proposta de secundarizar as instituições”. Em resumo, ela lamentou o abandono ao longo dos últimos dois séculos da essência da educação, de contemplação e busca pela verdade, do desenvolvimento do ser humano de forma integral, e aliada á transcendência, para ser substituída por uma Educação formalizada, homogênea e voltada ao capital e mercado de trabalho somente. Nessa dinâmica, sobretudo no Brasil, prevaleceu a tecnocracia e a “secundarização” dos indivíduos que passam a valer por aquilo que produzem e não por aquilo que são, em um processo centralizado e conduzido cada vez mais pelo Estado e não mais pelas famílias e Igrejas. Nessa dinâmica, as habilidades, competências e doutrinação Gramscista passaram a ser mais importantes do que a cultura ocidental, da educação, ou sabedoria, em seu sentido mais amplo.

Na segunda exposição, que trouxe outra explanação da presença do Globalismo na sociedade, a Juíza Ludmilla Lins Grillo, RJ, trouxe aspectos e exemplos de ativismo judiciário que, sorrateiramente, defende e implementa a agenda globalista. Desta forma, elucidando desde casos de interpretações arbitrárias da Constituição por parte do STF, que passam a ter impacto de lei, assim como da absorção interna de regulamentos internacionais no âmbito da ONU e de suas redes, há uma fragmentação da independência dos juízes nas diversas cortes do Brasil. Nesse processo ocorre, segundo a Juíza Grillo, a judicialização centralizada, no STF, quando considera-se, por parte dos líderes globalista, que é mais fácil “convencer” a onze autoridades máximas judiciais, do que todo um Congresso Nacional, acerca da causa Globalista.

Ainda contribuíram com exposições e debates sobre o tema: Chris Buskirk, editor da Revista American Greatness; Alexandre Costa, autor dos livros “Introdução à Nova Ordem Mundial” e também de “O Brasil e a Nova Ordem Mundial” e Flávio Morgenstern, analista político autor do livro “Por trás da máscara: Do passe livre aos black blocs” e Editor do site Senso Incomum, pensando contra a corrente.”

1 comment

  1. A nova política externa do Governo Bolsonaro - A Política de Fato 21 junho, 2019 at 08:34 Responder

    […] Um dos pontos mais esclarecedores da apresentação do Assessor da Presidência foi sobre as boas perspectivas de manutenção das relações com a China. O COSBAN, Conselho Governamental de relações sino-brasileiras, foi reativado a nivel de Vice-Presidência da República capitaneando discussões em 16 subtemas relevantes para ambos os países. Há inclusive previsão de visita de Jair Bolsonaro à China e do presidente chinês Xi Jin Pin ao Brasil. Por fim, questionado por aluna da instituição federal, acerca da política externa no âmbito do Meio Ambiento, o Assessor Felipe frisou a nova linha de defesa de que o agronegócio de alta tecnologia pode co-existir com a preservação do meio ambiente; e que essa pauta ambientalista não deve ser contaminada única e exclusivamente sobre o Clima. O encerramento do evento se deu sobre o reconhecimento de combate ao Globalismo. […]

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