E-Consulters Web - Hospedagem Premium

Feliz 1964!

0
O estado de sono é um dos fenômenos mais interessantes que passamos no decorrer da vida, veja que divertido: por um breve período de tempo apagamos nossos sentidos, deixamos de ter contato consciente com o mundo externo e tan-dam! Um mundo próprio nos é apresentado pelos sonhos. Tem gente até que voa por lá, imagine, sem avião nem nada.

Contudo, esse negócio de sonhar é um perigo, já que não é possível ter controle da narrativa. Lá podemos ser perseguidos pelo Freddy Krueger ou até parir um bolo de mandioca (é verdade, conheço quem sonhou! E ela amou muito o seu bebê), quem nunca acordou e saiu contando um sonho bizarro para alguém?

Em 1964, aqui no Brasil, aconteceu o golpe militar (ou seja lá o que vocês queiram chamar), a história a gente já sabe e eu não preciso repeti-la, cada um que busque a sarna que lhe apeteça mais para se coçar sobre esse assunto, meu ponto aqui é outro: como Aurora em seu conto de fadas foi ali que a esquerda nacional furou o dedo na roda de fiar. No conto a Bela só dorme lá para o final da história, já o sonho da esquerda nacional começou naquele ano, e lá se vão mais de 50, eita soneca boa!

Como em todo sonho o sentido dele é impreciso, nem sempre linear, às vezes vencer um regime, implantar a democracia, ter um governo de esquerda, deixar apenas partidos de esquerda no país, montar um bloco de dominação da américa latina, etc. Tudo isso pode fazer parte do sonho, mas sonhos não tem objetivos, eles só precisam ser prazerosos para quem está sonhando.

Por isso no decorrer desse tempo não foi muito difícil convencer as novas gerações (e velhas instituições) a dormir com eles de conchinha e mãos dadas, todos no progresso, na vanguarda do travesseiro, combatendo os pesadelos no melhor estilo sonhático: sem lógica nenhuma, pulando de cenário em cenário sem o menor critério, uma confusão só.

Eis que um candidato de direita chega à Presidência em 2019 e como o príncipe do conto ele lasca uma beijoca na esquerda e diz: “acorda pra cuspir!”. Doeu nos brios. A realidade bateu na porta como um café frio pela manhã e um ônibus lotado para pegar lá na parada que você tem que ir a pé. Nada mais doído que a saudade do colchão.

    Sim, para a esquerda a passagem foi de 2018 para 1964, o ano que eles botaram para ninar os seus pares fazendo promessas de um sonho longínquo, distante e maravilhoso. Agora eles estão acordando, indignados, chutando canelas a torto e a direito de quem se põe como despertador. E o que tem de despertador por aí…

    Portanto, coleguinhas, se vocês perceberem um esquerdista meio zureta por aí já sabem a causa. Cabe a ti decidir falar baixinho, ninar o condenado e cantar: “brilha, brilha, estrelinha…” ou martelar a sineta do despertador.

    Parafraseando George Eliot (que era mulher, no duro!) que disse certa vez: “nunca é tarde demais para ser o que você poderia ter sido”, digo eu aos canhotas: é tarde demais para ser aquilo que você nunca foi… acorda!

]]>

Deixe seu comentário