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Exclusivo: “Não tem nenhum tipo de conteúdo e está querendo ditar regras no processo político eleitoral” dispara Paulo Mathias contra Felipe Neto

O apresentador dos programas "Morning Show" e "3em1" da rádio Jovem Pan, Paulo Mathias cedeu uma entrevista exclusiva para APF.
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Paulo Mathias de Tarso, 29, empreendedor, formado em Gestão Pública, liberal convicto, “pai da Helena” como o próprio descreve em uma rede social e ex-prefeito regional de Pinheiros, São Paulo. Participou das eleições de 2018 como candidato a deputado estadual em São Paulo, conquistou cerca de 32 mil votos que não foram suficientes para garantir sua vaga na Assembléia legislativa de São Paulo (ALESP). Fora da política desde final do trimestre deste ano, quando resolveu migrar para o campo da comunicação, Paulo tem ganhado notoriedade no comando do programa “Morning Show” — Após uma saída polêmica de seu antecessor, Edgard Poccoli — além do jornalístico “3em1”, ambos os programas são destaques na grade da Pan.

Eu tive uma passagem muito bacana na área pública. Já tive a oportunidade de ser subprefeito de uma das maiores regiões da cidade de São Paulo que é Pinheiros. Tive uma oportunidade de ser secretário do Estado — Secretário-executivo —, tive a oportunidade de me candidatar, já fui filiado a partido político, (Hoje) sair totalmente disso. A vida encaminha a gente, eu me apaixonei pela área da comunicação. Eu fiz uma trajeto diferente dos outros, porque muitos estão na comunicação e partem para política, eu fiz ao contrário. Tenho minha empresa, uma empresa de jardins verticais há mais de quatro anos. Então sair disso (política) e fui para área da comunicação, estou me sentindo muito apaixonado“, comentou Paulo.

Seguindo com o tema da comunicação, brincamos com uma possível aparição na TV aberta e indicamos o jornalístico diário “Balanço Geral”, da RecordTV, como destino prévio e ele não fugiu da resenha.

Eu me encontrei na área da comunicação, não sei se no “Balanço Geral”, mas na Jovem Pan, no Morning Show, no 3em1, está muito bacana o trabalho a gente está fazendo lá, estou me esforçando muito, uma coisa nova na minha vida. Começou em março deste ano, não tem nem um ano ainda, mas a gente conseguiu uma audiência, super recordes importantes, principalmente no Morning, programa voltou a ter uma mega audiência de nível nacional e estou muito feliz e realizado. Agora, se um dia vou para uma emissora de tv, o futuro só a Deus pertence“, disse em tom humorado.

Apesar da brincadeira, Paulo deve permanecer por um bom período na rádio Jovem Pan. Os elogios, com bastante razão, a nova estrutura e tecnologia dos estúdios que fora dada aos profissionais da rádio deixa muita emissora de tv com inveja e claro, isso não “passou em branco” durante nosso bate-papo.

A Jovem Pan é uma rádio que se modernizou, acredito que largou na frente de todas as emissoras. É líder, sem sombras de dúvidas, no quesito tecnologia e tal como o próprio slogan da rádio diz, é uma rádio que virou tv, né? E hoje nós temos uma preocupação gigante com a imagem, não apenas com áudio. Os estúdios da Panflix são estúdios bastante modernos, o investimento que foi feito exatamente nesta área televisiva foi muito grande. E acho que é o futuro, o streaming é grande televisão do século 21. Não é apenas a tv a cabo que estamos acostumados a ver. Hoje em dia o YouTube concorre diretamente com isso“, disse Paulo, que logo em seguida citou a estreia do programa “Direto ao Ponto”, do seu colega de emissora Augusto Nunes.

O programa de Augusto Nunes compete diretamente com o “Roda Viva”, da TV Cultura. Além disso, ambos buscam debater temas da atualidade e políticos.

É um programa até parecido (Roda Viva), chama “Direto ao Ponto”. O Augusto na realidade é um cara que admiro absurdamente. Não sei quantas décadas, quantos vezes ele foi apresentador (no Roda Viva), perdi até as contas. (Augusto) É um cara que sabe comandar, sabe articular no centro de um debate, tenho ele como uma inspiração. É extremamente firme em suas posições, trabalha como um maluco e eu acho que é um cara que fala com o coração. É o que falta e o que faz com que as pessoas talvez se identifique. Você vai criar haters e pessoas favoráveis. Eu acho isso natural, eu prefiro muito mais isso que o cara que fica no meio do caminho, tentando agradar todo mundo e na realidade não está agradando ninguém“.

Na condição de funcionário público, Paulo atuou próximo ao atual governador de São Paulo, João Dória. Com isso, foi premiado com (lamentei pelo ocorrido por duas vezes) uma matéria da Folha de SP com o título de “Aprendiz de Dória“. Mais uma vez de forma humorada, respondeu a matéria de Folha.

Eu trabalhei com João Dória na época da prefeitura, hoje não tenho nenhum tipo de relação política com ele. Nem com ele, nem com ninguém. Afinal de contas, estou na área da comunicação trabalho neste sentido. Na época ele era prefeito de São Paulo, eu era subprefeito de Pinheiros então naturalmente as pessoas fazem correlações porque a gente tinha talvez, uma mesma maneira de trabalhar, acordava cedo e dormia tarde, postava nas redes sociais e aí a Folha, vocês sabem como é que tem maldade nesta história, interpretaram como se eu fosse uma espécie de “aprendiz”. Mas foi um época super positiva na minha vida, ganhei uma baita experiência na área pública realizando muita coisa, porém ficou para trás, não tenho vontade de voltar não“, enfatizou Mathias.

Eu pude sentir o que é o sistema eleitoral brasileiro, porque me candidatei a deputado estadual e fiz 32 mil votos. Aí você vai me falar “poxa, mas são bastante votos e não foi eleito”, é não fui eleito pois existe uma coisa chamada quociente eleitoral. Então, eu tive 32 mil votos, mas teve gente com 19 mil entrou (para legislar). É muito maluco, né? É um negócio que você não consegue entender, tem as deficiências da política, já tive a oportunidade, já dei minha contribuição e agora quero me aprimorar na área da comunicação. Eu tô no “achômetro”, pois que deve julgar é a audiência, mas acho que faço isso bem. Faço isso com o coração, faço de uma maneira leve, de maneira gostosa, transparece.”

Como dito anteriormente, a migração de Paulo Mathias da área política para área da comunicação tem apenas alguns meses. De certo modo, seu currículo é bem extenso para quem tem pouco tempo no setor. Há entrevistas são prazerosas, impulsionam e encurtam o tempo. Enquanto outras, demoram e custam a passar o tempo. Quais foram às melhores e piores entrevistas realizadas até o momento, Paulo?

Normalmente, as entrevistas mais chatas são aquelas mais técnicas. Assuntos mais técnicos, aquela coisa mais carregada que ninguém entende muito bem, que não toca nas pessoas, mas a gente tem que fazer porque é uma obrigação do jornalismo. Você não pode primar só pela audiência, tem que primar pela informação de qualidade. E as vezes, a informação de qualidade não é tão fácil de ouvir. Eu citaria isso como negativo. Como positivo, aquelas que mais gostei citaria três: Eu ri bastante na entrevista com o Sikera (Jr), foi bem engraçado. Gostei de entrevistar o (Michel) Temer, achei uma puta entrevista. Uma entrevista de altíssima qualidade, foi algo de alto nível que é a expectativa de todos. E por último, citaria uma outra entrevista com um ex-presidente que a gente conseguiu mais recente foi aquela com o (Fernando) Collor. Acho que dois presidentes no ‘top 3’ vale a pena.”

Falar de política e não citar a polaridade vivenciada atualmente, é ignorar a história que está sendo inscrita. Na área da comunicação, às militâncias tem gerado uma visão binária do “8 ou 80”, como diz o ditado “não é possível agradar gregos e troianos”. Mas quem acompanha a Jovem Pan, sabe que é uma emissora aberta ao espaço para debates, poucos veículos de comunicação tem uma grade variada. Apesar da figura do Paulo fazer oposição aos governos petistas e seus pares, questionamos a possibilidade dele entrevistar o ex-presidente Lula, confira a resposta.

Com certeza, entrevistaria todos! Eu não gosto do Lula, não sou favorável a ele, mas eu tenho a obrigação de entrevistar. Se estou no jornalismo faz parte, então vamos fazer uma puta de uma entrevista dura com o cara“, comentou.

Em reflexo das manifestações pró-Lava Jato, anti-corrupção, apoio a Polícia Federal, nas eleições de 2018, a Câmara Federal atingiu uma renovação histórica de 47%. Comemoramos os números, na teoria valeu a pena todo esforço para tentar uma mudança ainda maior nos próximos pleitos. Erro profundo. Apesar da renovação, a má qualidade dos trabalhos e pautas apresentadas trouxeram um sentimento de frustração que pode atrapalhar este processo de renovação política no país. Este foi o próximo tema: Às velhas raposas “seduziram” direitinho os políticos novatos?

Podemos, talvez. Mas podemos dizer algo a mais. Aquele sentimento de 2018 para combater a velha política, aquela coisa de “vamos renovar tudo”, quantos candidatos diziam “vamos renovar, vamos renovar”. Eu acho que em 2020 a gente vai ter uma queda significativa. Porque as pessoas viram que a questão central não é mudança de pessoa, o Brasil vai mudar, melhorar a política não trocando a pessoa, pois o ponto central não é esse. A mudança passa pelo sistema que os candidatos passaram para estarem lá. É a troca total e absoluta do sistema. O sistema é construído para o negócio não andar, de certa maneira. Isso é muito visível e há uma certa tristeza, um desolamento daqueles que foram eleitos porque não conseguiram concretizar aquilo que eles falaram, pois o sistema não deixa. Logo, o problema não fulano e nem ciclano, o problema é a gente mexer na regra do jogo“, disse o apresentador.

E antes de concluir, recordamos um tweet recente do Paulo ironizando os “influenciados” pelo youtuber Felipe Neto. Também era recente a divulgação da lista das 100 pessoas mais influentes, onde Neto e o presidente Jair Bolsonaro eram os únicos presentes na lista da revista TIME.

Felipe Neto é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a Time. Não que estar nessa lista mude alguma coisa no mundo, mas até que faz sentido. Ele realmente influencia gente demais com suas bobagens, infelizmente.“, dizia o tweet.

Contrapondo Paulo, discordei da afirmação. Felipe Neto não tem influência como é propagado nos quatro cantos da internet. A resposta está nas eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro conseguiu disparar e por mínimos três por cento não venceu no primeiro turno. Felipe Neto é inimigo declarado do atual governo e da figura de Bolsonaro.

Infelizmente, a triste realidade é que ele influencia e influencia sim. Se não, ele não teria essas milhões de pessoas que o segue. Então ele tem um tipo de influência sim. Poderíamos verificar a importância de tal influência e aí já é uma outra discussão, mas que a mensagem dele chega, e infelizmente chega de maneira preocupante. Porque é um imitador de foca, é um cara que não tem nenhum tipo de conteúdo e está querendo ditar regras no processo político eleitoral.“, concluiu Paulo Mathias

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