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Exclusivo: “Foi em um auditório pra querer fazer um show”, diz Bibo Nunes sobre a coletiva de Sérgio Moro

Conversamos sobre conspiração contra Jair Bolsonaro, saída de Sérgio Moro, inquérito do STF contra Bolsonaro e a oposição brasileira
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No início da tarde de quarta-feira, (29), conversei com o deputado federal Bibo Nunes (PSL/RS), 63, para falar sobre os últimos acontecimentos do governo Bolsonaro. Nunes estava no grupo de parlamentares que tomaram café da manhã com o presidente.

Após o café, alguns parlamentares foram juntos com o presidente na área onde costuma ficar os apoiadores e em um local mais próximo, a imprensa. Entre os deputados estavam Carla Zambelli, Bia Kicis, Major Fabiana, Major Vitor Hugo, Caroline de Toni que cobraram transparência da imprensa e defesa de Jair Bolsonaro.

Nunes negou que a ação tenha sido organizada e tudo saiu no improviso, ele classificou o momento como espontâneo.

Isso aí não estava combinado. Esse encontro não foi combinado. Nós tomamos o café da manhã com o presidente, a gente desceu ali, mas não tinha nada combinado. Ninguém foi convidado para ir lá“, contou ele. 

Na saída do Palácio estava trancado (uma das portas estava fechada) ali, não sei ao certo quantos deputados desceram, em torno de sete, oito, mas não houve nada combinado“.

O deputado que faz parte daquela “base fiel” ao governo, criticou a postura da imprensa que “debate” ao invés de perguntar e informar.

Eu até falei isso (durante a entrevista), um jornalista do SBT queria debater com o presidente, não pode. Jornalista tem que perguntar, informar e opinar, não ficar debatendo com o entrevistado. Não é ‘porque é assim, é assado’, não existe, não é função do jornalista fazer isso“, comentou.

Outro tema recente, inquérito aberto pelo ministro do STF Celso de Mello, para averiguar “denúncias” apresentadas pelo ex-ministro Sérgio Moro na coletiva que culminou em seu pedido de demissão da pasta. Novo Nunes acrescentou:

“(Celso de Mello) Ele quer que (Sérgio Moro) ele prove, né?

Eu acho que o Moro vai ter que provar. E eu acho muito difícil ele provar, muito difícil. (Saída do governo) Moro foi uma tragédia, eu que defendi tanto na Câmara, eu defendi ele do PSOL, quase briguei com o PSOL, depois tive outra briga grande com o pessoal do Centrão, defendi  na tribuna e vieram criticar ele e depois fazer esse papelão aí, nem se despediu do presidente“, disse num tom enfático.

Foi lá, ao invés de falar na sala de imprensa, foi em um auditório pra querer fazer um show, achando que ia ‘pegar’ metade dos seguidores do presidente para depois lançar à presidente da república. Foi horrível. Moro (foi) um desleal“.

E completou:

Quem é seguidor do Bolsonaro, 99% não quer ver Moro na frente“.

Seguindo com a demissão de Moro como pauta, agora com o print da conversa com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP). Sérgio Moro foi padrinho de casamento entre a deputada e o coronel Aginaldo de Oliveira, cerimônia realizada na loja maçônica Grande Oriente do Brasil, em Brasília.

Moro enviou ao Jornal Nacional, TV Globo, parte de uma conversa que teve com a deputada e Nunes não economizou nas críticas ao ex-juiz da Lava Jato e ainda condenou atitude chamando de “moleque”.

Aquilo ali, dele pegar uma conversa privada e mandar pra Globo, ele caiu no conceito de todo mundo. Um moleque! Lamentável, muito lamentável! Subir na vida é muito difícil, caí é em segundos, foi o que aconteceu com Moro. De anjo a demônio em segundos“.

Antes de finalizar a entrevista, questionei ao deputado qual era a opinião dele sobre Jair Bolsonaro estar sofrendo uma possível “conspiração” para derruba-lo do cargo de presidente, se ele acreditava em um possível “golpe”, ele respondeu:

Infelizmente, eu chego a conclusão que tem

Mas vamos levar, não tem fundamento, não tem motivo, o próprio STF diz que não tem provas robustas, não tem nada. E acusam ele de ser a favor de AI-5, é mentira. A favor da intervenção militar, é mentira. Fechamento de Congresso, STF,  (Supremo Tribunal Federal) tudo mentira“, contou.

Ele diz publicamente, ‘como é que alguém que foi eleito com quase 58 milhões de votos vai querer ser ditador, se é presidente eleito democraticamente?’ A esquerda está perdida!“, disse ele.

Por falar em oposição, Bibo Nunes repudiou as atividades da oposição e apontou “falta de criatividade” para girar a política brasileira de forma mais responsável. E classificou a oposição como “mitomano” (pessoa que mente compulsivamente).

Não tem sentido algum. Só aquela decoreba que eles têm, onde todos falam igual, é sempre a mesma coisa, uns e outros de vez em quando esquecem da Marielle, até pararam de falar um pouco dela. Mas é sempre a mesma história, a esquerda é composta por políticos mitomano

Mitomano é aquela pessoa que mente compulsivamente e acreditam na mentira como sendo verdade. Essa é a oposição que temos hoje“, concluiu.

Bibo Nunes, 63, nasceu na cidade de Cruz Alta, Rio Grande do Sul, é jornalista e atualmente deputado federal, foi eleito pelo Partido Social Liberal, PSL, com mais de 91 mil votos no estado natal.

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