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Autoritarismo de toga

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Faz um tempo que não compareço por aqui, mas foi por um bom motivo, caso continuasse, era capaz de vocês me verem mais escrever. Me solidarizo com o humorista Rey Biannchi, jornalista Allan dos Santos (Terça-Livre), Luciano Hang, Edgar Corona, Douglas García e Gil Diniz, deputados estadual de São Paulo e os deputados e deputadas federais Bia Kicis, Carla Zambelli, Filipe Barros, Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, Daniel Silveira, Junio Amaral pela atuação arbitrária, autoritária e repleta de recordações fascistas.

No início da pandemia foi algo aterrorizante, principalmente para quem depende da TV aberta, em especial a Rede Globo, como fonte de informação. Deixei de assistir à Globo, mudei para a CNN Brasil, apesar da personalidade de ‘amarguras’ da Monalisa Perrone, o recém-chegado me pareceu muito mais fiel ao jornalismo que os atores da sua antiga casa. Entre as emissoras abertas e fechadas, a CNN e um programa da TV Bandeirantes, “Aqui na Band”, apresentado por Luís Ernesto Lacombe, merecem destaque pela pluralidade nos debates, nas informações (mesmo com alguns tropeços) a respeito da pandemia e no quadro político. Prova disso é a entrevista concedida pelo ex-ministro Nelson Teich, na última semana, para a Globo News.

Teich repreendeu por diversas vezes os jornalistas devido à falta de ética e à incessante procura por uma fala carniceira contra o presidente, algo que não aconteceu. Dada a nota sobre a imprensa, abro caminho para uma sucessão de erros e acertos dentro do governo, intencionalmente provocados para prejudicar um governo eleito por mais de 55 milhões de votos. Embora tendo oferecido em seus dois anos de mandatos poucos projetos, mas de intensa importância, sobretudo no campo econômico, é justificável que a Reforma da Previdência te não gastos cerca de oito meses para sua aprovação base nas duas casas do legislativo federal. Conclui seu primeiro ano de governo com recordes positivos, privatizações, melhorias administrativas e sobrando apenas birras políticas que, aos olhos da mídia, se tornaram um furacão, motivos pela sede de expulsar Bolsonaro no Planalto, apenas por não concordar com seu projeto.

No ano seguinte, chega com a insegurança do vírus chinês, Coronavírus, COVID-19, seja lá qual for o nome, sabemos que tem origem chinesa e o problema pode ter começado muito antes de dezembro de 2019, período que a Ditadura Chinesa divulga ser o primeiro caso registro do vírus. Sabendo da probabilidade daquilo que seria proposto pelo período festivo, pré-carnaval e a festa em si, visto que é um evento de caráter internacional a quê milhões de pessoas comparecem e autoridades dos grandes centros subestimaram, topando assumir a irresponsabilidade do caos que viria a surgir. 

No pós-farra, se agarraram no discurso vigarista, porco e irresponsável, o termo vitimista ficaria muito leve para consequências atuais, jogando toda pilantragem no colo do Governo Federal, afinal é ele que goza de baixa popularidade entre os adeptos da mainstream. Por falar em Governo Federal, mais uma vez, Sérgio Moro falhou na tentativa de derrubar o presidente pagando de “bom moço”. Sou grato pelo trabalho exercido durante a condução na Operação Lava Jato, 13a vara Federal, em Curitiba, mas sua melancólica saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública, acusando presidente de interferência no setor da Polícia Federal. 

Moro tentou viabilizar sua saída com a denúncia de uma reunião de ministros gravada, sua figura só entrou em decadência e não ajudou a arranhar um cisco da imagem do atual presidente. Não sei ao certo, mas arriscaria que o tiro saiu pela culatra. A imprensa alarmou diariamente sobre tal vídeo e, quando divulgado, apenas reforçou a base bolsonarista. Não, não foi uma boa ideia, Sérgio Moro. O inquérito inconstitucional repleto de autoritarismo determinado por um ministro da maior corte de justiça do país, justificando-se na propagação de fake news’, é nada mais nada menos do que um exemplo da insegurança jurídica, falta de sincronia com os mandos e desmandos da Constituição que é tanto citada pelos “mestres” da lei. Este não é o primeiro erro do Supremo Tribunal Federal em 2020, os governadores e prefeitos estão promovendo O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO em meio a crise sanitária. Graças a medidas autoritárias de quem? Supremo Tribunal Federal!

Prefeitos comprando respiradores em PET SHOP, isso não tem cabimento. Onde está o STF? Governadores superfaturando na compra de equipamentos médicos em meio uma crise que matou milhões de pessoas. ONDE ESTÁ O STF? Talvez, se vocês pesquisarem sobre a matéria da revista Crusoé, do O Antagonista, “AMIGO DO AMIGO DE MEU PAI“, Abril de 2019, encontrem uma pista de tudo isso que está acontecendo. Naquele período censuraram a publicação e em seguida Moraes pediu a exclusão da matéria a mando de Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, acusando a revista de “fake news”. O que ele fez vista grossa foi que a reportagem está inteiramente baseada em documentos oficiais da Operação Lava Jato. O conteúdo citava Toffoli como beneficiário de um esquema corrupto com a Odebrecht, de acordo com investigadores e publicação da revista. Daí saiu o ponta pé pelo desejo autoritário da dupla “Tico” e “Teco” do STF.

Diversos atores injustiçados e perseguidos em épocas de luzes, democracia e pelo menos é o que diz na guardiã que compõe a lista de regras e deveres dos cidadãos, vivemos em um puro Estado Democrático. Onde está a liberdade de expressão? Onde está a defesa da Constituição? Como disse Bolsonaro semana passada, “muito mais importante que a vida, é liberdade”. E estão nos matando de fome e agora não aceitam ouvir críticas, não respeitam o regimento e a própria Constituição quando cassam a “imunidade parlamentar”. Em outros trechos, a Constituição diz:

Todo poder emana do povo

Todos são iguais perante a lei

É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença

Provável que nenhum deles tenham sofrido de alguma doença degenerativa, acidentes que possibilitem as deficiências para justificar a falta de postura, politicagem, perseguição contra seus opositores. Há pouco tem a mesma corte, os ministros que criaram e levam adiante às palavras de liberdade, mas agora utiliza da artimanha que um dia utilizou como exemplo. Isso também é crise, viu? Criar um narrativa ridícula desmoralizado uma das mais importante instituição do país. Não sei onde vocês querem chegar, mas diante de tudo isso que está sendo divulgado o caminho será mais longo que pensa.

Desistam de piorar a situação dos brasileiros, existem tópicos maiores para serem debatidos. Temos a crise do Covid-19, problema de dengue no Paraná, a corrupção que é maior que todos estes citados (no sentido negativo sempre). Nenhum dos nove ministro daquela corte covarde foram contrários a ação fascista, ação dupla entre Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A liberdade é uma tema sagrado, os congressistas têm a prerrogativa da imunidade parlamentar e no momento, nenhum dos dispositivos foram respeitados, pelo contrário, foram atropelados. Finalizo aqui com a frase de Ruy Barbosa, um dos patronos da justiça brasileira e também deve estar envergonhado dos rumos que tem se dedicado o STF:

A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer

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