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Abraham Weintraub anuncia saída do MEC em vídeo com Bolsonaro

Abraham Weintraub estava na pasta desde Abril de 2019, quando substituiu Ricardo Vélez Rodriguez .
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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa do lançamento do programa Tempo de Aprender

Mais uma baixa no governo Bolsonaro, agora no MEC, Abraham Weintraub não resistiu a pressão das últimas semanas e o presidente optou pela sua demissão. Radical nas decisões e tinha como “missão” fazer uma reformulação dentro do MEC, Weintraub arrumou diversos inimigos ao longo de sua passagem no ministério.

Logo de cara, durante a cerimônia de posse avisou que “quem continuar com guerra dentro do MEC, está fora”.

Expôs a farra sem controle dentro da pasta, a fortuna gasta como país mega desenvolvido e o retorno de país de terceiro mundo. Livros superfaturados, quem lembra? A estrutura do MEC estava (e ainda está) bastante enraizada. Lutar contra empresas que cresceram com dinheiro público e explorando a educação, um dos déficits da história brasileira, deu continuidade ao estudo de seu antecessor, Plano Nacional de Alfabetização.

Transformar cerca de 216 unidade escolares em escolas militares ao redor do Brasil, Goiás é um exemplo limpo e claro sobre as escolas militares. Em um intervalo de dez anos, cerca de 50 unidades, elevou o patamar da educação no Estado, saindo da 17a posição a liderança do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb.

Para outro setor do MEC, sensível de mexer inclusive, as bolsas da CAPES é considerado um vespeiro e Weintraub causou fúria ao afirmar que faltava qualidade em algumas pesquisas, onde há muito investimento. Tentou fechar as portas para organizações “educacionais” ligadas aos partidos políticos de esquerda, UNE, UBES. Enem, maior vestibular do país em formato digital.

Em 2019 dezenas de notícias informavam a não-realização do exame, fato este não confirmado. Ocorrências corriqueiras como estudos atrasados ganharam os noticiários, induzindo o atraso dos incompetentes ao ministro da educação. Em 2020, a realização do Enem digital em forma de teste está prevista, as principais regiões do país estão sendo preparadas para novidade.

Às irônicas declarações para responder críticas e até mesmo ‘brincadeiras’ realizadas pelo próprio ministro ganhou mais espaço que seu trabalho. Há pouco mais de um ano a frente da pasta, Weintraub ganhou ênfase nos veículos de comunicações pelo seu deboche, não pela sua escolha, mas pela escolha dos próprios veículos.

Agora ex-ministro da  educação, Weintraub foi um dos ministros mais próximos de Jair Bolsonaro, bateu de frente com a própria imprensa e saiu em defesa do governo em diversos momentos. Às críticas em torno da sua figura, caricata por ventura, não agradou aos progressistas ainda presentes dentro de cargos estratégicos no MEC, além da pressão habitual da mainstream.

Para alguns, o estopim para demissão do ministro foi a reunião ministerial gravada anterior a demissão de Sérgio Moro, na época Ministro da Justiça e Segurança Pública. No vídeo, Abraham Weintraub demostra indignação com ministros do Supremo Tribunal Federal, STF, no ponto mais alto sugere a prisão de todos os ministros da corte e explode chamando todos de “vagabundos”.

Abraham Weintraub é formado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo, USP, MBA Executivo Internacional e Mestrado em administração pela Fundação Getúlio Vargas, FGV, e professor da Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP.

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