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A nova política externa do Governo Bolsonaro

Filipe G. Martins listou as principais iniciativas do atual governo quanto à política externa nos cinco primeiros meses de Governo
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Foto: Márcio de Carvalho

Ocorreu no último dia 18, na Universidade de Brasília, o evento “Política Externa em Debate”, com palestra que foi como oásis esclarecedor da nova direita brasileira em meio ao deserto tradicional esquerdista nas Universidades Federais.

Com a participação de Filipe G. Martins, e organizado pela Professora Doutora Tânia Manzur, houve análise da nova política externa brasileira e foram pontuados todas as novas ações que estão reorientando a nossa política externa.

Filipe G. Martins listou as principais iniciativas do atual governo quanto à política externa nos cinco primeiros meses de Governo (e atenção que tal compilado o leitor não encontrará na mídia “tradicional”):

  • Fim sobre a indiferença para com a ditadura na Venezuela, liderando o grupo de Lima que influenciou o reconhecimento do Governo auto-proclamado de Juan Guaidó como o legítimo e constitucional por 60 outros países; o inédito protagonismo brasileiro no World Economic Forum, com impactante discurso proferido pelo Presidente Jair Bolsonaro;
  • A arregimentação de democracias sul-americanas em torno do novo “ProSul”, alternativa formal ao informal “Foro de SP” esquerdista fundado na década de 80;
  • Revitalização do Mercosul e destravamento das negociações para acordo comercial com a União Europeia, o Mexico e a Nova Zelândia;
  • A visita oficial aos EUA trouxeram, além da aproximação com o governo Trump, o apoio à entrada do Brasil na OCDE (para impulsionar investimentos), apoio à reativação da Base Aeroespacial de Alcântara, a defesa do Brasil como parceiro extra-OTAN (concedendo privilégios em tarifas para comercialização de produtos de defesa além de treinos militares conjuntos); o retorno de Fórum de altos executivos de CEOs do Brasil e EUA para destravamento de barreiras de negócios;
  • A inédita maior aproximação para com Israel, a fim de obter trocas comerciais e ganhos tecnológicos, e assim foi anunciado um escritório brasileiro em Jerusalém, para dar maior atenção a essas sinergias; novo pragmatismo positivo para com as relações com países do Oriente Médio (principalmente Emirados Árabes, Arabia Saudita e Quatar); reconhecimento de preocupação para com as consequências regionais da política externa iraniana.

Um dos pontos mais esclarecedores da apresentação do Assessor da Presidência foi sobre as boas perspectivas de manutenção das relações com a China. O COSBAN, Conselho Governamental de relações sino-brasileiras, foi reativado a nivel de Vice-Presidência da República capitaneando discussões em 16 subtemas relevantes para ambos os países. Há inclusive previsão de visita de Jair Bolsonaro à China e do presidente chinês Xi Jin Pin ao Brasil.
Por fim, questionado por aluna da instituição federal, acerca da política externa no âmbito do Meio Ambiento, o Assessor Felipe frisou a nova linha de defesa de que o agronegócio de alta tecnologia pode co-existir com a preservação do meio ambiente; e que essa pauta ambientalista não deve ser contaminada única e exclusivamente sobre o Clima. O encerramento do evento se deu sobre o reconhecimento de combate ao Globalismo.

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