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A chapa do fracasso

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Como em 2018, teremos daqui a dois anos inúmeros candidatos à presidência do Brasil. Entre os nomes citados estão ex-ministros do atual governo, Henrique Mandetta (ex-ministro da Saúde) e ex-juiz e ministro da justiça do governo Bolsonaro, Sérgio Moro. Os dois últimos nomes citados parecem gostar ideia e nenhum descartou a possibilidade de uma chapa Moro/Mandetta e vice-versa. Qual a possibilidade da chapa Moro/Mandetta, Mandetta/Moro dar certo? Mínimas. Motivos? Podem ser lidos a seguir.

Henrique Mandetta ganhou o cargo de ministro de forma política com o apadrinhamento da “Frente Parlamentar da Saúde”. Tudo que sabia sobre Mandetta era sua passagem como secretário no Mato Grosso do Sul, junto carregava uma investigação de desvio no cargo. Permaneceu de 2005 a 2010. O ex-ministro chegou ao posto de confiança do presidente Jair Bolsonaro gozando de intensa responsabilidade, algo que Mandetta não leva muito a sério. Demostrou isso no início da pandemia do vírus chinês. Qual trabalho exercido por Mandetta frente ao ministério? Não tem! Hoje ele é abraçado pela militância do sovaco de cabeludo, apenas porque saiu brigado com o governo. Prova disso? Folha de São Paulo, matéria de 26 de Março, assinada por Fábio Zanini, título: “Imagem técnica de Mandetta, não condiz com seu passado político”.

Pouco tempo depois, Mandetta é clamado como herói pela publicação progressista. Se ilude acreditando que os holofotes estão apontados para ele acreditando no reflexo do trabalho exercido (que trabalho?) quando era ministro. Na coletiva de demissão, Mandetta quis apelar para o sentimentalismo, visou uma pandemia, assim como o outro que devemos conversar sobre daqui a pouco, uma oportunidade política. Enquanto todos aguardavam uma resposta, um plano, ele surgia na coletiva brincando de quando seria o pico da pandemia no país. “O pico é meio de Abril, mudou, agora o novo pico é no início de Maio. Calma, agora o pico vai ser em Junho”. E tome medidas autoritárias no povão.

Assim como outros candidatos midiáticos, Mandetta parece querer subestimar a inteligência alheia, o povo não é mais bobo a ponto de querer “eleger” um populista de desgraças coletivas. Ainda sobre sua coletiva, finalizado o circo midiático, Mandetta distribuiu abraços nos bastidores, posou para fotos e só faltou fazer o biquinho de blogueirinho. Não, Henrique Mandetta, você não é capaz de liderar um país, você não é capaz de superar uma crise, você não tem capacidade de fazer nada sem a aba do circo midiático.

Por falar em mídia, Sérgio Fernando Moro, quem diria. Um cara responsável, digno de respeito, postulante ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, quem poderia adivinhar que passado pouco mais de um ano descobriríamos sua verdadeira “identidade”. Moro infelizmente preferiu correr ao lado de DEM, PSDB e parte da oposição. Assim como Henrique Mandetta, Moro convocou uma coletiva, armou o circo e deu seu “show”, mas de horrores. Agradeço plenamente aos trabalhos realizados durante sua passagem na 13ª de Curitiba frente a Operação Lava Jato, isso está também na história como um marco, uma revolução na justiça brasileira, não há dúvidas. Contudo, acabou se perdendo perante ao “mecanismo”, Sérgio acabou de tornando mais um, deixou ser levado e tomou gosto pela política.

Em sua passagem como ministro da justiça e segurança pública, às operações da Polícia Federal estagnaram, cerca de dois anos na pasta e pouco se viu contra agentes públicos que ainda torra dinheiro do contribuinte em superfaturamento em plena crise. Após sua saída, aquele circo dos horrores citado anteriormente, diversas operações foram vistas e partindo para cima dos tucanos (PSDB). Andre Mendonça, substituto de Moro no ministério, fez mais operações em pouco mais de três meses que o próprio Sérgio Moro durante dois anos. O que aconteceu? Era uma proteção aos PSDBistas? Aécio (PSDB-MG) voltou a ser citado pela justiça, Aloysio Nunes (PSDB-SP) também, José Serra (PSDB-SP) foi socorrido pelo Senado Federal na figura de Davi Alcolumbre (DEM-AP) que não permitiu a entrada dos policiais para averiguar o gabinete do senador paulista, depois foi socorrido pelo Supremo Tribunal Federal. O que Mendonça viu e o que Moro não viu?

Outro fato curioso, depois que Moro saiu do governo poucos vazamentos foram constatados. Moro era um infiltrado no governo? Qual era sua verdadeira intenção? Minar a figura e governo de Jair Bolsonaro para abrir caminho entre opositores? Moro é fraco, Moro candidato serve apenas de bode para oposição, retirar votos de Jair Bolsonaro e eleger um qualquer para livrar os caciques do PSDB da cadeia. Moro tem que aprender muito sobre a política, imprensa e o povo brasileiro. Ele sabe que uma parcela da população é grata pelo trabalho na lava jato, como figura política (candidato a presidente), é um desastre.

Quem banca a candidatura de Sérgio Moro e Henrique Mandetta não é o povo, é a imprensa. Qualquer um que faça oposição, independente do histórico “cafona”, de desvio, de agente infiltrado, não terá vida fácil. A probabilidade de Moro vencer é mesma de Mandetta. Quase nula. Resta saber se a sofisticação e o apelo a “biografia” conseguirá sobreviver.

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